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Pezinhos de lã

Pezinhos de lã

O Grande Gatsby, de Francis Scott Fitzgerald, 1925

Este foi o meu primeiro livro de praia, nestas férias de verão.

Não posso dizer que adorei, mas gostei de viajar até à América dos loucos anos 20 e entrar na vida agitada de Jay Gatsby, um militar provinciano, de origens humildes, que conseguiu ascender socialmente, por circunstâncias diversas, tornando-se num homem muito rico e excêntrico.

Gatsby não esqueceu Daisy, uma jovem mulher rica e mimada, com quem tinha mantido uma relação, na sua juventude, mas que não pudera desposar, pela sua condição social, e regressa convicto de que a reconquistará, pois crê, de forma ingénua e obsessiva, que Daisy não o esqueceu.

 No entanto, ela é agora uma mulher casada, com o odioso Tom Buchanan, que tudo fará para manter este casamento, mesmo que o mesmo seja infeliz e de fachada.

Conseguirá Gatsby, herói da guerra apaixonado, oferecer à fútil e fria Daisy Buchanan razões suficientes para que ela volte a acreditar e a querer o seu amor?

 Com a história deste triângulo amoroso e das restantes personagens que gravitam à sua volta, nomeadamente de Nick Carraway, o narrador, percebemos que o “sonho americano” é uma utopia, pois continuam a existir barreiras intransponíveis, assimetrias sociais que sempre houve na sociedade americana, contrastando o materialismo, o luxo e os exageros de uns, com as dificuldades e a pobreza sentidas por tantos outros...

Por outro lado, mesmo nas classes sociais mais privilegiadas, observa-se que as relações humanas são frívolas e superficiais, baseadas em interesses vários e estatuto social. É uma sociedade decadente, deslumbrada pelo dinheiro fácil, onde escasseiam os ideais, os valores e a moral...

 Pela sua atualidade, apesar de ser um clássico da literatura, recomendo a leitura desta obra prima de Fitzgerald.

 

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